Quem és sem a tua autenticidade?

14-11-2025

A autenticidade define-se como a qualidade de ser verdadeiro, genuíno e fiel à própria essência ou origem. Mais do que isso, trata-se da coerência entre pensamentos, sentimentos e ações, sem pretensão ou falsidade. No contexto profissional e social, está intrinsecamente ligada à transparência, integridade e honestidade nas relações e condutas. No ambiente laboral, a autenticidade é fundamental para a construção de um espaço de trabalho saudável, colaborativo e produtivo. A honestidade, a transparência e a coerência nas interações entre colegas, líderes e equipas permitem que todos se sintam respeitados e valorizados. Mas como percebemos a autenticidade? Através da comunicação honesta, da empatia e do respeito, e, acima de tudo, da coerência, ou seja, da capacidade de agir em conformidade com os valores declarados, evitando contradições entre palavras e ações. No entanto, até que ponto temos coragem para sermos autênticos? Será que não temos medo da transparência? E será essa transparência possível num mundo profissional repleto de competitividade e inseguranças? Estas são questões essenciais para refletirmos sobre o papel da autenticidade no trabalho e na sociedade. Apesar de ser um valor amplamente defendido, muitas vezes entra em conflito com as dinâmicas de poder, concorrência e instabilidade que caracterizam o ambiente profissional. O receio de represálias, julgamentos ou perda de oportunidades leva muitas pessoas a esconderem a sua verdadeira essência. A competitividade pode incentivar comportamentos estratégicos em que a autopreservação se sobrepõe à honestidade. Em algumas organizações, a cultura organizacional desencoraja a autenticidade, favorecendo a conformidade e a obediência em detrimento da inovação e da expressão genuína. Contudo, ser autêntico não implica ingenuidade nem exposição desnecessária. É possível equilibrar transparência e prudência, escolhendo os momentos e as formas adequadas para expressar opiniões e valores sem comprometer o crescimento profissional. A autenticidade deve andar de mãos dadas com a inteligência emocional, permitindo que sejamos fiéis a nós mesmos sem prejudicar as nossas relações ou oportunidades. Como podemos ser autênticos sem comprometer a nossa posição em ambientes desafiadores? Talvez a resposta esteja em procurar espaços onde a autenticidade seja valorizada, construir redes de confiança e, sempre que possível, agir como agentes de mudança para tornar o ambiente profissional mais saudável e humano. Sem autenticidade, quem somos realmente?